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4 de nov. de 2009

Arqueologia do amor.

Espero estar enganada. Sinceramente, é o que espero.
Minha avó já dizia que não há mais ordem nesse mundo ''moderno''. Me dizia que as moças de hoje em dia não se comportam corretamente. E que os rapazes não precisam mais se preocupar com seus sentimentos, nem com alheios... Não precisam ter cautela.
Papo de avó!
Papos preciosos, muitas vezes ignorados.
Certamente ela tem a experiência suficiente para indagar tais afirmações.
As meninas de hoje já não impõe seus limites, já não se dão valor, não ''raciocinam'', não planejam futuro. Pensam cada vez mais no presente, achando que isso é o ''viver''... Enganam-se.
Os meninos de hoje estão cada vez mais despreocupados, relaxados, e também enganados ao pensar que esse é o lado bom da vida.
Adolescentes movidos pelo desejo ao invés do amor, movidos pela atração, traição, obscessão, ao invés da paixão. Já não se tem todo aquele cuidado masculino em tentar conquistar e satisfazer a amada - ''ela se satisfaz com qualquer coisa mesmo'' - Toda aquela cautela em tentar advinha pensamentos, em se arriscar no agir e usar da fé uma oração pra dar tudo certo. Não há mais valorização pessoal, não há mais o ''amor verdadeiro'', o amor-próprio, o amor ao próximo, ágape.
- É tudo pura curtição -
Em qual esquina se perdeu o romantismo? diga-me por favor. Pois pretendo encontrá-lo urgentemente. E não venha me dizer que o mataram, pois contudo serei capaz de pedir emprestado a Deus o poder de ressurreição só para ressuscitá-lo.
Não quero diretas, nem indiretas. Prefiro a verdade encarapuçada numa bela poesia.
Toda essa ''modernidade'' não me convém. Quero mesmo é abraços de urso, beijos capazes de silenciar qualquer barulho, sorrisos que nos ''tremam a base'', olhares que flechem o coração, que toquem a alma.
E pode me chamar de ultrapassada, tradicional ou mesmo ''pré-histórica''. Gosto mesmo é da verdade inventada, dos enigmas descritíveis, da arqueologia amorosa, enfim... do AMOR.

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