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26 de set. de 2010

Complexo romance.

Que não fosse fácil, era o que eu ansiava. Cansada de tantas tentativas frustradas com o incerto. Desejava apenas que não fosse tão fácil. Te prender á mim, te ganhar, te conquistar. Não deveria ser fácil. A complexidade envolvente, seria na verdade o clímax da comédia. A complexidade deveria ser plena nesse caso. Mas ela se manteve ausente por todo o tempo. Não houvera percebido.
Mas se houvessem tantas barreiras, seria cansativo e desistente. Então não poderia ser de tamanha complexidade. O ideal que sempre se mantém inexistente, deveria ser usual nesse momento. Desobediente, manteve-se inexistente. Não deveria haver extremos. Muito cuidado com os extremos! eles são extremamente perigosos. Mas se não houve um advérbio de intensidade antes do adjetivo iniciado, Graças ao subconsciente tive a impressão que houve uma proximidade muito grande com o ideal. Portanto é convencional dar-se continuidade a esse romance. A facilidade veio como a dificuldade, ambas despertaram a desistência. Mas se o ideal não existe, melhor arriscar-me. A probabilidade não importará se houverem momentos inesquecíveis. E se sou responsável pelo que cativei. Necessariamente sou responsável por cada centímetro de amor despertado. E sendo responsável, devo cumprir minha sentença como uma boa menina. Discutir comigo mesma se tornou rotineiro. Essas dúvidas e confusões me consomem o tempo inteiro. Mas em nome do amor que sinto por tí, a facilidade com que tudo aconteceu não irá me impedir. Reciprocidade será a chave para abrir o caminho dessa dissonância. Em nome do amor cuidarei de ti. E como um anjo cuidarás de mim.