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4 de nov. de 2011

Dilema

Caso diga que nunca houvera tentado ser comum, inverdade seria. Foram inúmeras as vezes em que tentei, e na mesma quantidade as vezes que consegui.
Tentei tentar de todo jeito, até perceber que o tempo é curto, a vida mais curta ainda. Tentei tentar te ter, até perceber que nunca seria única para ti. Tentei também te reinventar, te manusear, te construir, te modelar, te editar, não mudar. Mas desisti. E desisti antes de, quem sabe, conseguir. Quem sabe, de verdade, nunca saberá.

2 de set. de 2011

Infindável ciclo

Peço-te perdão
E nem um beijo rogo mais
Sinto te informar
Que o meu amor não terás mais

Não tenha razão
Não tanta quanto o cais
Que facilita as cargas e descargas
Do alheio sem pedir mais

Deleite-se no olvido do meu coração
Verás que algum dia
buscarei tua razão

Beije minha testa e jogue o meu jogo
Verás que algum dia
Sentirei tudo de novo

27 de jul. de 2011

Ao contrário dos que muito pedem

Ao contrário dos que muito pedem, eu só quero uma brisa depois do vendaval. Eu não quero ter multinacionais e alimentar esse estúpido capitalismo, pisando em cabeças inocentes. Eu não quero que minha riqueza se resuma  a dinheiro. Que por toda existência é sujo. Eu não quero voltar e dizer tudo aquilo que me foi calado. Seria desesperador, imagine. Ao contrário de muitas, não quero que me iludas com teus muitos "eu te amo". Quero suas verdades! As mostre para mim e me encantarão por serem quem são, simplesmente. Não quero que me entendas.

10 de jul. de 2011

Latidos

Quando sua boca só fala solidão, seu coração está mal-acostumado com o desapego. Alguém que ainda domina sua mente não se foi completamente. E a luzinha da incerteza e da esperança simplesmente continua piscando. Não permitindo assim o esquecimento. Então você passa a viver o que fala. Já Disse Jesus " A boca fala daquilo que o coração está cheio" (Mt 12:34). O desapego se faz necessário sempre