Caso diga que nunca houvera tentado ser comum, inverdade seria. Foram inúmeras as vezes em que tentei, e na mesma quantidade as vezes que consegui.
Os dias passam, ficam os costumes, fica a razão, a alma se move harmonicamente como um êmbolo. E fica importunando, inquietando, incomodando. Neste ritmo, me perco em teus encantos. Me perco nas palavras, nos argumentos, confusos dilemas. E opto por ficar contigo, e escolho você, e opto por ficar contigo, e duas vezes reveso, para que saibas o que, todavia, não sabes: ainda que sem moldura, apagado e imperfeito, neste nosso impossível mundo, escolho você.
Tentei tentar de todo jeito, até perceber que o tempo é curto, a vida mais curta ainda. Tentei tentar te ter, até perceber que nunca seria única para ti. Tentei também te reinventar, te manusear, te construir, te modelar, te editar, não mudar. Mas desisti. E desisti antes de, quem sabe, conseguir. Quem sabe, de verdade, nunca saberá.
Havia mais ou menos 5 caminhos diferentes para construir o recheio do enamoro. Optei pelo sorriso mais bonito, pelo olhar mais puro, pela barroca mais profunda. Pelo de sempre. Pelo inacabável e mais desejoso fim. Pelo ideal, queira me entender, pelo impossível.
Fascina-me ainda tua dureza, tua impetuosidade. Volúpia moral. Assim como fascina-me ainda teus olhos pacíficos - Enquanto os meus se desdobram no Atlântico. Ainda que a vontade genuína da razão seja querer olvidar tudo, ou costumeiramente fugir, silenciar, brandar... A alma grita por ficar, querer, querer ficar.
Os dias passam, ficam os costumes, fica a razão, a alma se move harmonicamente como um êmbolo. E fica importunando, inquietando, incomodando. Neste ritmo, me perco em teus encantos. Me perco nas palavras, nos argumentos, confusos dilemas. E opto por ficar contigo, e escolho você, e opto por ficar contigo, e duas vezes reveso, para que saibas o que, todavia, não sabes: ainda que sem moldura, apagado e imperfeito, neste nosso impossível mundo, escolho você.
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