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26 de nov. de 2009

Semelhantemente opostos?

Engana-se quem pensa que o oposto do amor é o ódio. O amor é um sentimento forte, o ódio também. Assim parecem semelhantes, não? O oposto do amor na verdade é a indiferença. Já que o amor é um sentimento forte, a indiferença é um sentimento tão fraco, que nem sei se é considerado um ''sentimento''. Quem ama de alguma forma está sempre ligado diretamente ou indiretamente a pessoa amada. De uma forma ou de outra, está sempre lembrando dessa pessoa, em outras palavras, é como se mesmo distante estivessem juntos, um único pensamento para duas pessoas. Quem odeia, da mesma forma está sempre ligado a pessoa ''odiada'', não esquece sequer por um momento dessa pessoa, está sempre a lembrar, e se sentir inconformada com a sua existência. Porém quem indifere não está ''nem aí'', tanto faz se existe ou não, se passou ou não, se falou ou não. Não sente nada, não repara nada, não considera, nem desconsidera nada. Torno a dizer, engana-se quem pensa que o oposto do ''eu te amo'' é o ''eu te odeio''. Que nada!
O oposto do ''eu te amo'' é o ''tanto faz!''.
Dessa forma crio um argumento forte em favor da minha tese.

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