Com você sonhei esta noite. Talvez apenas mais um de meus sonhos sem explicação, ou talvez uma previsão futura de algo que conheço muito bem. Estavas tão longe,e a medida que a velocidade do seu corpo bombeando o meu fluxo sanguíneo aumentava, freneticamente o tempo voava. Tudo dava origem ao ser pleonástico que compareceu nos primeiros sentimentos. Ênfase em você. Muita ênfase em você. Tudo parecia estar no seu lugar de origem. Como se
nada tivesse sido alterado o tempo todo. Como se o "eu e você" que sempre existiu tivesse sido afogado em um maremoto do seu esquecimento. Esquecimento esse, irrevogável. Você me disse adeus e sorriu. Olhava para todas aquelas pessoas, imaginando em que dimensão se encontravam tantos rostos. Rostos que me pareciam familiares. Como se já tivesse vivido tudo aquilo. Você parecia distante de mim. Entretanto não estava. Só que havia uma barreira que impedia nossos toques, respiros, aspiros, suspiros amorosos. Alguma coisa me puxava, me chamava, me dizia que eu deveria ir embora. Que um olhar seu sequer deveria ser levado.
Que aquele único sorriso melancólico que você me deixou, foi apenas uma forma de agradecimento por tudo o que havia sido construído enquanto estávamos na primeira pessoa do plural. - Quando existia um nós. Acordei enaltecida por te ter mais uma vez em meus sonhos, apavorada por não ser exatamente como ansiava, ou por ser exatamente o esperado, o previsto, depressiva por que seu sorriso ainda dominava minha mente, fazendo de mim uma Isaura dele. Precisava de água, algo meu, algo que não me lembrasse você. Mas, boba eu fui, ao pensar que algo meu não me lembraria você, imaginando eu que fossemos algo, - no mundo real - separável, variável, divisível. Como se realmente em meu coração houvéssemos estivéssemos segregados. Como se o meu fugir, tivesse se concretizado. Como se todas as tentativas de te tirar de mim, não tivessem falhado. Voltei para dormir. Não consegui. Aquele sorriso me consumia. De tal maneira que aos poucos eu ia perdendo o controle de mim, que já não existia. Que teria sido apagado assim que iniciamos a construção de nossos livros, nossas estórias, e desse nosso amor. Mas uma hora ou outra, estava certa de que adormeceria. Queria te ter de novo em meus sonhos, mesmo me destruindo como eles costumavam fazer. Seria suicídio? Mas havia algo de agradável em tudo isso. Queria ao menos te ter de novo em meus sonhos. Guardar mais algo seu, além do seu sorriso melancolicamente lindo. Minha mente me acorda constantemente desses pensamentos. Fazendo-me sofrer ao imaginar o quão longe estamos um do outro. E o saber me perturba ao pensar que é semi-impossível ainda haver um "nós", um "nós dois". Seu sorriso me lembra muito do que se passou. Me lembra também que agora estou só. Mas que estaria só também se não tivesse você. E que mais do que isso, não estou só quando penso em você. Seu olhar me dizia que existiria um futuro só nosso. Mas agora tudo seu me é inaudível. Não ouço, não por querer, e sim por não ter... não te ter. Mas juro, bi juro, e tri juro que vou te levar comigo. Menino, vou te levar comigo. Seja em sonho, seja em dor, seja em medo, seja amor, vou te levar comigo. Seu sorriso eu vou guardar na dimensão existente em mim, que te chama, que te ama, que te perde, que te ganha, coração - até o dia em que seremos um só, "eu e você", sem o impossível.
nada tivesse sido alterado o tempo todo. Como se o "eu e você" que sempre existiu tivesse sido afogado em um maremoto do seu esquecimento. Esquecimento esse, irrevogável. Você me disse adeus e sorriu. Olhava para todas aquelas pessoas, imaginando em que dimensão se encontravam tantos rostos. Rostos que me pareciam familiares. Como se já tivesse vivido tudo aquilo. Você parecia distante de mim. Entretanto não estava. Só que havia uma barreira que impedia nossos toques, respiros, aspiros, suspiros amorosos. Alguma coisa me puxava, me chamava, me dizia que eu deveria ir embora. Que um olhar seu sequer deveria ser levado. Que aquele único sorriso melancólico que você me deixou, foi apenas uma forma de agradecimento por tudo o que havia sido construído enquanto estávamos na primeira pessoa do plural. - Quando existia um nós. Acordei enaltecida por te ter mais uma vez em meus sonhos, apavorada por não ser exatamente como ansiava, ou por ser exatamente o esperado, o previsto, depressiva por que seu sorriso ainda dominava minha mente, fazendo de mim uma Isaura dele. Precisava de água, algo meu, algo que não me lembrasse você. Mas, boba eu fui, ao pensar que algo meu não me lembraria você, imaginando eu que fossemos algo, - no mundo real - separável, variável, divisível. Como se realmente em meu coração houvéssemos estivéssemos segregados. Como se o meu fugir, tivesse se concretizado. Como se todas as tentativas de te tirar de mim, não tivessem falhado. Voltei para dormir. Não consegui. Aquele sorriso me consumia. De tal maneira que aos poucos eu ia perdendo o controle de mim, que já não existia. Que teria sido apagado assim que iniciamos a construção de nossos livros, nossas estórias, e desse nosso amor. Mas uma hora ou outra, estava certa de que adormeceria. Queria te ter de novo em meus sonhos, mesmo me destruindo como eles costumavam fazer. Seria suicídio? Mas havia algo de agradável em tudo isso. Queria ao menos te ter de novo em meus sonhos. Guardar mais algo seu, além do seu sorriso melancolicamente lindo. Minha mente me acorda constantemente desses pensamentos. Fazendo-me sofrer ao imaginar o quão longe estamos um do outro. E o saber me perturba ao pensar que é semi-impossível ainda haver um "nós", um "nós dois". Seu sorriso me lembra muito do que se passou. Me lembra também que agora estou só. Mas que estaria só também se não tivesse você. E que mais do que isso, não estou só quando penso em você. Seu olhar me dizia que existiria um futuro só nosso. Mas agora tudo seu me é inaudível. Não ouço, não por querer, e sim por não ter... não te ter. Mas juro, bi juro, e tri juro que vou te levar comigo. Menino, vou te levar comigo. Seja em sonho, seja em dor, seja em medo, seja amor, vou te levar comigo. Seu sorriso eu vou guardar na dimensão existente em mim, que te chama, que te ama, que te perde, que te ganha, coração - até o dia em que seremos um só, "eu e você", sem o impossível.
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