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4 de jun. de 2010

Só as estrelas sabem contar.

Sair sem rumo, mas com um objetivo. Saber que hoje ás 10 tem a festa mais badalada e nem sequer sorrir. Ser elogiada pelos melhores sem enaltecer-se. Ser chamada e não ir. Nunca ter desejos específicos...

Não quero girá-lo não crescerei assim. Querer mais? Quero o globo terrestre pra mim. Colocar tudo devidamente em seu lugar particular. Mas quero mais! Quero que ele gire a mim. Sorriu sempre que vejo as estrelas. E posso até jurar que elas sorriem de volta pra mim.
Ao meu redor ouço vozes que me dizem ser a exceção. Rótulos incontáveis que não me serviram, passei então a me ser assim. Na verdade, essas vozes são tão conhecidas, que já fazem parte da minha vida. Se uma só faltar, morrerei de incompletude. Um quebra-cabeça quebrado antes mesmo de tentado. Antes mesmo de construído.

Fulanos fazem, agem, falam, desfalam, direita, esquerda, cima, baixo, frente e trás. "Você não". Sempre fui a exceção e por muito tempo isso me incomodou. Essa palavra muitas vezes trouxe-me dor. Mas por bem, hoje dou conta dela. Aprendi a sorrir sempre que ouvir um desses grunhidos que as estrelas fazem para mim. Conviver comigo mesma transmite-me agora uma paz interior exosférica da imensidão que almeja ser. Dizer hoje que não penso como a maioria, é inócuo e extremo. Jamais alguém acreditaria... Ou pior me entenderia.

"As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo para as crianças explicarem a todo instante". Aprender a conviver com a exceção é segredo. Segredo que se conta baixinho para ninguém ouvir. Segredo que não se conta. Que desconta em mim seus frutos. Que me guarda e agrada.

Segredos celestiais, que só as estrelas sabem contar.

2 comentários:

Malú disse...

Post muito lindo blog muito belo voltarei mais vezes chorei... escreve muito lindo. Poderia ir para o meu site?

Jennyfer Rocha disse...

Oi malú! muito obrigada pelos elogios! Gostaria de saber.. qual é o seu site mesmo? :)