
Eu não existo, talvez. Você não me conquistou, eu não te desprezei, não desfrutei das amizades, não aproveitei os momentos que aceleraram meu coração, não te amei como devia ter amado, não te cativei, não me coloquei em primeiro lugar, não me amei. Tive muitos amores e desamores, tive muitos suspiros reveladores, tive quase nada. Você não foi meu, eu não fui sua, não houve nada entre nós dois. Eu não sonhei inúmeras vezes com você - só 5 -. Eu não perdi a negação, eu nunca te esqueci, você nunca fez parte de mim, mas sempre esteve dentro. Não há porque negar, não há o que falar,nem histórias sobre você há. Você não viveu, nem existiu, talvez. Foi só um sonho meu, que no lento desalento sobreviveu e me desgastou. Mas fui eu quem te enganou, quando não sorri pra tí no final do sonho. Quando rejeitei seus beijos, quando não demonstrei sequer apreço. Eu não me amei, me enganei. Me enganei quando achei que te evitar seria viver, me enganei quando pensei ter conseguido te esquecer, me enganei mais uma vez por respirar a razão. Múltiplos erros consecutivos, infinitos o termo geral sería icógnita. - Uma icógnita a mais. Teve início e teve razão, não teve amor. Teve lucidez que formou ilusão, desamor. Teve prefixo, teve negação, não há mais dor. Teve você e teve eu, não houve nós. Deixei de lado o que deveria ter enaltecido, meu coração, meus sentimentos, meu vazio. Ter encarado todo o medo de perder, ter enfrentado toda barreira que ousasse aparecer. Não somos mais somáticos, muito pelo contrário. Sería inócuo demasiado para mim. Pois você não existiu, de fato. E eu não existo, talvez.
2 comentários:
bom demais teus textos (:
muitas palavras diferentes
tem um charme isso
E se eu disser que agora fiquei sem palavras? =x
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