Dentre tantas pessoas à cerca de seu mundo, dentre tanta gente num mesmo ambiente, todos providos de muita beleza. Tanta hipocrisia em um só espaço, quantos sorrisos falsos revestindo faces tão belas...
Não tinha sequer passado pela sua cabeça que haveria uma certa diferença quando ele chegasse. Todavia logo esse encontro se deu. Ele chegava sempre quando ela se fora, era como um importuno desencontro constante, todavia, foi inevitável... Este dia chegou. Ela que, apressadamente, já estava de saída, o avistou descendo de sua motocicleta com um capacete azul marinho na cabeça. Não imaginara que um dia veria seu rosto, uma vez que teria contemplado apenas seus lindos olhos. E bastou.
Secretamente, seu coração havia ficado com o dono daqueles incríveis olhos. Fato o qual ela só descobrira posteriormente. Lembrou-se de frases, lidas em microblogs, de Caio Fernando Abreu. Porém não conseguiu descravar de sua mente à seguinte "Num deserto de almas também desertas uma alma especial reconhece de imediato a outra". Pensou ser apenas coincidência, afinal quantas vezes havia se enganado? Ele, um cara tipicamente misterioso, social... E sério. Entretanto não havia encontrado alguém que o levasse à sério. Depois de tantos desencontros, não se sabe por qual razão ele passou a frequentar mais cedo o ambiente que teria sido alvo de tantos desencontros dessas duas almas tão especiais. E passaram a se ver mais vezes e não cansavam de se olhar. Era como se ímãs poderosos unissem seus olhos, tais quais se entregavam facilmente. Estavam claramente apaixonados. Um sentimento sufocante que não regressava - Nem deveria -
[...]
Tentou conter, tentou evitar, tentou tentar tantas vezes que sequer parou para pensar que o óbvio finalmente batera à sua porta. Resistiu por alguns dias, esgotou reservas de forças que não haviam. Tudo em vão. Aquela paixão era forte demais para conseguir detê-la. Então resolveu se doar, se entregar enfim a essa paixão avassaladora que chegou casualmente para transformar a sua vida, de maneira tal que só à própria entendia. Ele por sua vez acreditou desde o início, sabia que aquela força que unia os dois olhares não era caso do acaso. Era algo duradouro que chegara sem previsão de ida. Não foi. Nenhuma força contrária foi capaz de deter aquele amor que estava para nascer. Tentativas falhas incontáveis. E hoje se vê os dois, como um só. Em um mesmo mausoléu, para o pó voltaram, unidos como tinha de ser. Uma homogeneidade calorosa, um amor que jurou valer. E valeu.
Não tinha sequer passado pela sua cabeça que haveria uma certa diferença quando ele chegasse. Todavia logo esse encontro se deu. Ele chegava sempre quando ela se fora, era como um importuno desencontro constante, todavia, foi inevitável... Este dia chegou. Ela que, apressadamente, já estava de saída, o avistou descendo de sua motocicleta com um capacete azul marinho na cabeça. Não imaginara que um dia veria seu rosto, uma vez que teria contemplado apenas seus lindos olhos. E bastou.
Secretamente, seu coração havia ficado com o dono daqueles incríveis olhos. Fato o qual ela só descobrira posteriormente. Lembrou-se de frases, lidas em microblogs, de Caio Fernando Abreu. Porém não conseguiu descravar de sua mente à seguinte "Num deserto de almas também desertas uma alma especial reconhece de imediato a outra". Pensou ser apenas coincidência, afinal quantas vezes havia se enganado? Ele, um cara tipicamente misterioso, social... E sério. Entretanto não havia encontrado alguém que o levasse à sério. Depois de tantos desencontros, não se sabe por qual razão ele passou a frequentar mais cedo o ambiente que teria sido alvo de tantos desencontros dessas duas almas tão especiais. E passaram a se ver mais vezes e não cansavam de se olhar. Era como se ímãs poderosos unissem seus olhos, tais quais se entregavam facilmente. Estavam claramente apaixonados. Um sentimento sufocante que não regressava - Nem deveria -
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Tentou conter, tentou evitar, tentou tentar tantas vezes que sequer parou para pensar que o óbvio finalmente batera à sua porta. Resistiu por alguns dias, esgotou reservas de forças que não haviam. Tudo em vão. Aquela paixão era forte demais para conseguir detê-la. Então resolveu se doar, se entregar enfim a essa paixão avassaladora que chegou casualmente para transformar a sua vida, de maneira tal que só à própria entendia. Ele por sua vez acreditou desde o início, sabia que aquela força que unia os dois olhares não era caso do acaso. Era algo duradouro que chegara sem previsão de ida. Não foi. Nenhuma força contrária foi capaz de deter aquele amor que estava para nascer. Tentativas falhas incontáveis. E hoje se vê os dois, como um só. Em um mesmo mausoléu, para o pó voltaram, unidos como tinha de ser. Uma homogeneidade calorosa, um amor que jurou valer. E valeu.


4 comentários:
Lindo, e claro, não podia faltar, enigmático *-* te amo, Jennyfer.
Diogo Vasconcelos
Diogo Vasconcelos
Muito obrigada, dioguinho!
Que lindo amiga;o ficou muuito bom! =)
Filha! Vc me faz todos os dias confirmar a existência de Deus! Vc é um presente de Deus na minha vida. E Deus conserve a sua inteligência aumentando-a mais e mais para a realização de seus sonhos. Te amo.
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